Querendo voltar…


Nossa. Mais de oito meses sem postar. Escrever para mim sempre foi um desabafo. Não só para mim, acredito. Sempre escrevi quando estava sentindo um vazio em mim. Não sei consolar as pessoas. Não sei se gosto de ser consolada, então escrevo. Nestes últimos oito meses, muita coisa mudou. A rotina é a mesma, mas troquei alguns vícios, abandonei outros e adquiri vários novos. Não mudei de emprego, mas troquei de função. Mudei de morada, mas na estante os livros seguem a mesma ordem. Dei mais uma chance para a minha felicidade e o novo amor me invadiu. Continuo com culpas, mas elas são por outros motivos. Sinto saudades. Muitas saudades. E dor, por não ter a capacidade de fazer com que as pessoas que mais amo sintam essa felicidade que agora caminha ao meu lado, mas cada um escolhe o seu próprio caminho, e deve ser responsável por si. Eu sempre disse isso.

Enfim, foram oito meses de abandono ao blog, mas de reencontro com a vida. E isso aqui é só uma louca vontade de voltar… Vou voltar! Beijitosss e, seguidores, retornem!!!

Ordem e Progresso (Ou desejos para um novo ano-novo)


Postarei aqui os meus mais sinceros desejos para esse novo ano. Aí vai o primeiro:

Organização: Meu maior defeito é a falta dela. Procuro sempre um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar, mas eu nunca encontro a coisa. Nem o lugar. Encontro desculpas: falta de espaço, falta de tempo, falta de costume. Na verdade eu vivo na desorganização do meu mundo. Na verdade, um mundo organizado para uma pessoa desorganizada não é uma coisa assim tão simples. Ao procurar um amarrador de cabelos em um lar organizado, demorei mais para encontrar o lugar certo deles do que levaria para encontrar na minha bagunça. Os meus estão sempre visíveis, à mostra, ou seja, todos espalhados. Onde quer que eu vá encontro um. Às vezes eu nem preciso deles e mesmo assim os encontro. Está certo, às vezes eu preciso deles e não encontro nem um bendito. Mas isso é só às vezes e aí vem uma teoria que defendo que as coisas inanimadas criam vida própria depois de algum tempo abandonadas. Deixemos isso para outro dia. Atalhando: Desejo para 2009 um ano organizado, mesmo sabendo que me perco na ordem e me encontro na desordem. Em tempo: as pessoas pegam no meu pé porque eu não costumo ter em meu estojo impecável de professora, a organização das tampas nas minhas canetas. Oras bola! (gíria idosa!). Que coisinha mais inútil essas tampas de caneta! A primeira coisa que faço quando compro/ganho uma caneta nova é dar um fim em sua tampa. Claro que existem exceções. Canetas tinteiro precisam de tampas para não secarem a sua tinta. Assim como algumas panelas que precisam de tampas para fazer secar o que está sendo feito nelas. As outras são todas como frigideiras, embora só exista um tipo de frigideira em seus vários tamanhos. E aí me perguntam: Por que você não tem tampas nessas canetas? E eu: Prá que serve? Ah, para não vazar a tinta! Oras fulano (a), se ela for vazar, ela vazará com ou sem tampa. Esse é o seu destino: manchar a sua vida e talvez a sua roupa, mão ou aquele documento importante. Simples assim. Tampas de caneta me irritam. Não são práticas. Dois trabalhos a mais em um mundo tão cheio de coisas a se fazer: tampar e destampar. Acabo de perceber que escrevo com uma caneta estilo ‘TIC TIC’ (você com certeza já se irritou com esse barulhinho…). A melhor invenção em canetas. Viram como as tampas são supérfluas? E ainda ajudam a poluir o meio-ambiente. Pensando bem, nem toda a falta de organização é nociva… Que venha a organização saudável!! E que eu não me perca nela!

Depois…



Depois de uma noite de chuva forte e inesperada, o sol aparece anunciando o dia novo. Assim que deve ser, mas às vezes não é. Principalmente quando estou sem a minha capa de chuva, mas como a pessimista mais otimista que sou, quase sempre aproveito a chuva, afinal não são todos que podem lavar a alma em cima de uma moto num chuvoso dia na Ilha da Magia…

Porém, hoje não foi assim. Hoje a capa estava comigo, então, é óbvio, não choveu. Hoje o dia nasceu juntamente com o sol. Parecia que estes intermináveis e já quase incontáveis finais de semana chuvosos nunca existiram. O calor de fora deixara, contudo, a tempestade interna mais intensa. É possível encontrar um equilíbrio para os dias em que todas as sensações climáticas aparecem juntas? A culpa disso seria o dematamento, o CFC ou o desperdício das fontes naturais? Existe sustentabilidade para o nosso coração?
Nosso coração é recheado de pequenas coisinhas que acabam sendo o sabor da vida. E para os dias de regime, ele busca o doce que está armazenado em algum outro lugar. E é nesse lugarzinho que estão firmemente instalas as enormes vigas de concreto que sustentam o nosso coração.
Algumas pessoas têm pontes, para que se chegue mais rápido quando o doce falta. São as pessoas de coração preguiçoso. Como não tenho safena, no regime violento que ando e com um puta coração preguiçoso em pleno dia de inverno, às vezes eu até sofro… (!?!)
Mas continuo com minhas balas sem açúcar e refrigerantes zero, afinal ainda tenho a esperança que o verão do meu coração se encontre com o verão de dezembro…
e aí, meu caro amigo, o corpinho precisa estar em forma, não é?? Pois apesar de até curtir a chuva de Floripa, o que se pode fazer por aqui nos dias de sol é ainda muito melhor! ;)

“Que as pulgas de mil camelos infestem o fundo das calças daquele que ousou em estragar o teu dia. E que os braços deste sejam muito curtos para que possa se coçar!”